Eu versus Mac Donalds

janeiro 14, 2010

Primeiramente eu queria registrar o meu orgulho/agradecimento com o meu metabolismo. Ele consegue transformar todo o lixo que eu como e tenho vivido “bem” até hoje.

Voltei a trabalhar (assunto para um outro post), e me vi obrigado a almoçar no centro do Rio de Janeiro diariamente.  O centro do Rio é algo bem complicado: tem gente de toda cor, tem raça de toda fé, guitarras de rock’n’roll batuques de candomblé. É complicadinho andar, é cheio, são pessoas pra lá e para cá, e tudo acompanhado de um calor surreal e extremamente cheio. Então, fui no mais prático – Mac Donalds.

Há anos tento uma combinação de palavras que faça o pessoal de lá não errar:

- por favor, um mac fish com coca e batata grande sem molho

- por favor, um mac fish sem molho com coca e batata grande

- por favor uma promoção grande do mac fish sem molho

E por aí vai. É exaustante. Agora, entrei na modinha de pedir um Mini Chicken também (sem molho E salada), o que torna todo o processo mais complicado. Mas não era sobre isso que eu queria falar.

O que eu ganhei, e sim, me orgulho disso, foi uma disputa de cinquenta centavos. SIM, cinquenta centavos. Eu pedi a promoção, e pra variar a menina colocou uma coca média no meu pedido. Gente, quem bebe uma coca média, comendo DOIS sanduíches SEM molho e com DOIS míseros catchups? Ninguém – nem eu!

Daí eu reclamei, e ela trocou, mas tinha um acréscimo de 50 centavos. Eu disse a ela, que ela tinha registrado uma coca grande (e tinha), e no final de tudo, paguei no débito (porque eu não tinha um centavo furado na carteira), os cinquenta centavos e ainda saí de lá com aquela acusação de quem quer comer mais barato. Dando a pernada numa das maiores instituições de fastfood do planeta.

Fiquei puto. Odeio ser chamado de trapaceiro – porque eu não sou. Sou super pão-com-ovo, tento ao máximo não arrumar confusão, não grito, peço desculpas, deixo os outros passarem na minha frente – do tipo mosca morta.

Voltei lindamente no dia seguinte. Daí fiz diferente. Pedi tudo pequeno. E separado. E inclusive, não pedi batata frita. Mas, pedi pra viagem.

Quando eu menos esperava – abri meu saquinho com UMA BATATA GRANDE, UMA COCA GRANDE E UM MAC CHICKEN GRANDE. Gente, eu não entendi o lance deles. Eles estão brincando de inversão comigo. Vou pedir uma casquinha, é capaz deles me entregarem um sorvete da Kibon.

Tirei a diferença dos cinquenta centavos, e fui pra casa com o ‘erro’ de não ter avisado o erro deles. Mas, na boa, quesefoda! O melhor ainda estava por vir. Hoje, na hora do meu almoço, fiz de novo. Não veio a batata, mas eles erraram na coca.

Então, fica a dica: quer coca grande? Peça a média.

Post em homenagem ao Vanessão e seus fintxireaix

Voltando, ou não.

janeiro 13, 2010

Resolvi atualizar isso aqui. Vez ou outra.

Geralmente na quinta-feira.

Beijoamanhãpostoalgo.

Crise de Identidade

julho 21, 2009

Estou desconfiando que minha identidade como pessoa física neste planeta está se desvinculando da minha pessoa gradativamente.

Estava eu no ponto de ônibus no sábado, por volta de onze e meia da noite, esperando um meio de chegar até a barra da tijuca (aquele lugar super agradável), quando avisto dois pivetinhos – pensei: serei assaltado.

Pois então – entre perder tudo (celulares, carteira, documentos e dinheiro) para os pivetes, e ficar no mesmo lugar, era de melhor solução que eu perdesse uma graninha pro taxista mas que ao menos chegasse ao meu destino final. Então, fiz sinal para o primeiro veículo automotivo com listra azul pintado de amarelo e entrei.

Sem medo de ser feliz, disse o local onde eu gostaria de ficar e fomos papeando até lá. Tirei a única nota que tinha na carteira pra pagar o pedágio e fomos discursando sobre ser assaltado, perder documentos, e afins. Assim que aportei naquela avenida cruel (Av. Das Américas), paguei o taxi com o troco do pedágio e caminhei para o posto de gasolina, onde todos me esperavam para mais uma noite insana, regada de alcool, música estranha, e pessoas vazias.

Me dei conta que meu bolso estava leve. Botei a mão e percebi: estava sem carteira.

Neste mesmo irônico dia – retirei todos os micro papeizinhos que constituem o recheio da minha carteira. Papeis estes que possuem o telefone das mais diversas pessoas – seja do trabalho, seja amigos, ou pessoas aleatórias. O taxi não era de companhia. Olhei pra trás na esperança de fazer algum tipo de sinal para o taxista. Bem – mais de 32 taxis estavam parados no mesmo sinal.

Ironicamente perdi não só o dinheiro da corrida – mas quase tudo o que me incentivou a entrar naquele taxi para não perder: documentos.

Então, adotei o ditado: vai-se a carteira, ficam-se os celulares. Afinal – ninguém pode ter tudo, certo?

E hoje, ao descer da Van que pego sempre para voltar pra casa – recebo uma ligação de uma funcionária-amiga dizendo que meu crachá estava no chão da van e que amanhã ela me devolverá.

Sinto que há uma corrente de libertação de velhos conceitos de identidade do meu ser. Está tudo, voluntariamente, indo embora – não importa o quanto eu me esforce para que não vá.

Então, o lance é aceitar.

 

Só pra finalizar meu desabafo de perda: um agradecimento mega especial para algumas pessoas (que não leem meu wordpress): o cara do Santander (que foi super gentil quando eu estava desesperado no meio do ponto de ônibus cancelando o cartão); o Felipe, meu amigo, personal RioCard, e companheiro no cigarro pós Mac Donalds. Pela simpatia, por pagar minha night, e por saber tudo que acontece nos banheiros do Rio de Janeiro; e o Car-du, ou CarrosEduardo, que já estava totalmente engatado pra sair da vaga mais difícil de todo o Cachambi para me buscar na barra num momento de extrema dificuldade – thanks for all.

Obs.: Adorei o agradecimento. Arrasarei na entrega do Oscar – podem apostar.

Beijomechamemprasairassimqueosmeuscartõesvoltarem.

Triste

junho 25, 2009

Trabalhei muito hoje. Tanto que não deu pra atualizar nada por aqui. E daí peguei um ônibus e fui ouvindo rádio – o que nunca acontece. Sempre priorizo minhas musiquinhas em mp3. Tava ótima a rádio. Primeira música – Black or White – do Michael Jackson. Adoro.

Mudei de rádio e tocou Ben. Achei estranho – Ben e BW no mesmo dia. Passei pra outra e tocava um medley de sucessos dele. Pensei cá comigo – hoje deve ser aniversário dele. Legal as rádios fazerem esta homenagem.

E, mal sabia eu que hoje, o mundo ficava mais triste.

michael

Perdi mais um ídolo.

Sim. Eu, Rafael Martins, voluntariamente me matriculei na academia. Particularmente eu já sabia que eu não pertencia aquele grupo de pessoas. Isso é fato. Mas, algo me dizia que eu iria viver momentos engraçados. Ainda não havia feito avaliação funcional, exame médico, e a fins. Estava com uma série provisória A e uma B. Então, fiz a listinha de coisas que achei interessante pontuar naquele ambiente:

1- Finja ser saudável. Esconda seu macinho de cigarro. Mesmo que você fume meio cigarro por dia, fumar na academia é um crime social.

2- Nunca fique olhando muito para algum aparelho. Logo surge um estagiário querendo te ajudar. Parece os vendedores daquelas lojas as quais você detesta entrar.

3- Mude LOGO o seu vocabulário. Irmão, lek, brother, e aí, tranquilo, etc., são palavras as quais você tem que conviver. Conviva sem medo de ser feliz.

4- Agradeça ao cara que teve a feliz idéia de numerar os equipamentos da academia. E mais ainda ao software inteligente que imprime tudinho. Você não precisa saber o que é supino, cadeira abdutora, etc. É só procurar o numerozinho em ordem. Enfim a matemática achou uma utilidade!

5- Agradeça a menina que sorri lindamente no quadro do alongamento. Ela te mostra como fazê-los, sem tomar tempo dos quinze mil instrutores que ficam procurando movimentos errados.

6- Não olhe NUNCA pro lado. Dói saber que aquela velhinha pega MUITO mais peso que você. No começo – acostume-se.

7- Aprenda as abreviações o quanto antes. B – banco, A – apoio, e assim por diante.

8- Vá o mais cedo possível. A tarde só tem vagabundo. A noite só os sarados gigantes que vão fazer você ficar mais magro do que realmente você já é.

 

Bem, é bem por aí.

Assim que tiver mais informações, volto aqui.

Namorar custa caro…

junho 12, 2009

Pois é. Namorar custa caro. Todos sabem. Um jantarzinho aqui, um cineminha ali, estacionamento do shopping, mais um presente, um vinho e o motel. Sem falar na fila para conseguir todas essas coisas – o dinheiro demandado é grande. Portanto, proponho à vocês e a mim – que compremos está nova maravilha tecnológica:

 

[ dia dos namorados ]

São mil cento de dezessete modos de massagens diferentes num investimento só. Ter uma mulher – na vida – custará a você muito mais do que a bagatela de catorze mil e uns quebradinhos. E mais – ainda dá pra pagar em dez vezes.

 

Encomendememandempraminhacasajá!

Bom dia mau humor.

maio 19, 2009

Porque eu deveria ser proibido de falar.

1 – Um cara há 16 minutos ajeitando o cabelo no banheiro da Buatchy respingando suor na minha cara, que logo atrás esperava ansiosamente para lavar as mãos e cair fora.

_Just dan… (ele dublando a Lady Gaga)

_Pffffff (eu dando chilique mental)

Mais dois minutos se passaram e eu tive que ser gentil.

_Querido, funciona mais ou menos assim: não adianta. Seu cabelo é feio. Você é feio. Pode passar a noite toda aí que não vai adiantar. Pelamordedeos, deixa eu lavar minha mão?

Então – o cara quis me bater, o segurança semijouderir e eu lavei imediatamente as mãos.

2 – Estou no ônibus. 455 lotadão. Eis que uma evangélica senta ao meu lado com um jornalzinho. Aqueles informativos daquela igreja que vive com candidatos por aí. A mulher lê e bufa (pffffff), lê e bufa. Tava esperando ela soltar a primeira:

_mataram um líder da minha igreja.

Fingiquenãouvi.

_sério. mataram. são tudo um bando de endemoniado. não querem blá blá

Fingiquenãoouvimaisseriamente.

_eles não querem saber a verdade. mataram um líder. um pastor. um mensageiro da palavra.

*Fingiquenãoouvimaisumavezpensandonapróxima.

_você tem noção que mataram um líder?

_querida, eu sou judeu. sabe quantos judeus morreram em camara de gas? mais de dois milhões. então, pra concluir o pensamento, um liderzinho não muda nada. eles continuam perseguindo meu povo. e sabe o que eu acho? eu NÃO LIGO!

Então, são por essas duas situações – e diversas outras – que eu deveria ser mudo, não maravilhosamente gostoso. Rá!

 

O “amor” Geek

maio 8, 2009

Na buatchy, após 30 minutos de pegação*, sacam-se os celulares do bolso:

_então, qual seu nome de exibição do orkut?

_martinsmartins.

_tá. Te adicionei.

_Hmm… pera dois segundos.

(…)

_Aceitei.

_Ih… você é amigo do fulano, né?

E aí você percebe que a técnica de dar o telefone errado não está mais em alta.

*Claro que não foi pegação. Eu sou um rapaz de família. Não bebo, não fumo, não faço sexo, e minto um pouquinho.

A irônia de ser pobre

abril 23, 2009

No telefone:

_Martins, onde você estava na quinta a tarde?

_Eu? Pô, eu tava no Sheraton de São Conrado.

_Jura? Que chique hein!

_É. Tava lá. Passei a noite toda e depois o motorista me levou no Gero, lá em Ipa. Voltamos pro hotel. Precisa ver a vista de lá. Lua, mar, piscina fodística…

_Gente! Tá com dinheiro, hein!

_Nada. Tava configurando o BlackBerry do Homem.

Você percebe ter o destino pobre quando a sua primeira visita a um dos hotéis com a vista mais foda do Rio de Janeiro é a trabalho. A proposta é mais ou menos assim – você perceber que existe SIM outro mundo. Mas ele custa caro. Demais.

Enquanto isso, no msn…

abril 19, 2009

Então, msn, aquele poderoso meio de comunicação com os amiguinhos:

amiga:
sorte do biscoitinho chines: a generosidade e a perfeição devem ser suas metas constantes.

martins:
fique perfeita e dê a vontade.

amiga:
adorei sua interpretação.
HAHAH

martins:
Sorte de hoje: O grande prazer da vida é fazer o impossível
trocar aquela parada?

amiga:
Ou fuder com o Brad?

 
amiga:
sorte de hoje: seja indispensável para alguém
vou quebrar a outra perna da minha avó

martins:
te odeio! 

 

*Obs.: Post parcialmente (6) modificado para preservar a identidade dos presentes.